Páginas: 352
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?.
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Lena -personagem principal- é uma garota de quase dezoito anos que vive em uma sociedade com medo da doença amor deliria nervosa, onde amar é fatal, e pode leva-lo a loucura, e consequentemente, a morte.
O incrível desse livro, é o fato de uma ideia ser tão surpreendente e diferente. Nos faz pensar, se o amor é uma doença ou não, se realmente é uma loucura. Claro que não, afinal, acho que amar é a única coisa que nós mantem vivos, digo, sem o amor estaríamos travando um guerra com nós mesmos e os outros.
No livro Delírio, Lena tem medo de tudo, e sempre tenta seguir as regras, seguindo o toque de recolher e não falando com os meninos não curados -já que é contra lei não curados conviverem com o sexo oposto, e então as escolas são divididas para meninos e para meninas, e é quase impossível você conviver com uma pessoa de outro sexo, sem ser curado.
Tudo é constantemente vigiado, e as regras tem que serem seguidas, senão...
Então, Lena as segue sem reclamar, achando que tudo o que o país impõe está certo, e que a cura será a solução para ela finalmente estar feliz e segura.
Eu gostei da Lena, não a odiei e também não a amei, mas ela não é uma personagem idiota e sim uma personagem que me encantou, não por ela ser destemida, ao contrário, por ser ingênua e insegura, com medo de fazer e falar coisas erradas e proibidas. Ela tem medo, e isso todos nós temos, e foi bom saber que ela também era assim, afinal faz parte de sermos humanos termos medo, e ela me pareceu bem real por causa disso. Gostei do afeto que ela sentia por Gracie - sua prima de 2° grau. Gracie não fala e todos a acham um caso perdido, e é legal vemos que Lena se importa com ela, uma pena que Gracie não apareceu muito, também gostei dela, ela me passou um ar puro de alma de criança.
Acho que gostei de quase todos os personagens, tirando os fúteis e que pareciam não ter alma, mas é o que a cura faz com as pessoas, tirando a Rachel -irmã mais velha de Lena- ela pode parecer durona e insensível, mas eu sei que bem no fundo, existe alguém que se preocupa de verdade com a irmã.
Também tem a Hana, ela é demais (acho que adoro todos os melhores amigos dos personagens principais). Ela tem suas próprias ideias quanto o sistema de leis e a cura, uma pena também que apareceu pouco -não tão pouco, mas pouco para mim- na história, mas nada que atrapalhou a leitura. Ela tinha que aparecer nas horas certas, e isso aconteceu. Hana é carismática e linda -na cabeça de Lena- e sempre desperta atenção por onde passa, e Lena sabe que nunca chegará aos pés de sua amiga, não que isso afete o relacionamento das duas, mas chega em um ponto onde as diferenças entre a amizade das duas -Lena é mais pobre do que Hana-, e as inseguranças de Lena são testados. Pois as duas sabem que depois da intervenção -a operação para ser curado da doença- não vão mais se falar, e todo o passado das duas juntas será esquecido bem no fundo do coração de cada uma.
Ainda temos Carol, a tia de Lena, ela é séria e muitas vezes demonstra ser durona demais, mal sorri. É também um fato da cura, as pessoas parecem não ter sentimentos, como acontece com Carol. E é legal notarmos que é verdade, que quando não amamos, acabamos nos tornando pessoas frias.
Por fim temos Alex -o incrível Alex, no meu ponto de vista, e claro, no de Lena também-, um garoto lindo e carismático, que parece que nada o abala, e ele sempre tem um sorriso estampado no rosto.
Eu gostei bastante da evolução da Lana no livro, como ela percebeu que amar não é uma doença e que tudo o que ela pensou estar certo, na verdade, era uma completa mentira. O mundo dela se desfaz e sua única salvação é o amor, pois, enfim, ela percebe que não quer ser como todas aquelas pessoas -como Carol e Rachel-, ela não quer ser fria e com olhos vazios, sem emoção. Ela quer ser feliz, viver uma vida à qual se sinta bem.
Acho que o que não me agradou muito no livro, foi que demorei demais para ler, a história não é rápida, e muitas partes só lemos os pensamentos de Lena, mas ainda sim eu recomendo a história.
Ah, já ia me esquecendo eu quase arranquei as unhas enquanto lia as últimas páginas e no final do livro, não pude deixar de ficar emocionada, o final é surpreendente (é sério, porque eu praticamente chorei), e me deixou com uma vontade louca de ler o segundo livro da série: Pandemônio.
Frases Preferidas:
É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele (pág 9)
Pode ser idiota e ingênuo, mas, enquanto me dirigia à fazenda, em nenhum momento sequer cogitei que a festa seria mista. Isso sequer me ocorreu. (pág 104)
- Você não me conhece- digo rapidamente.
- Mas quero conhecer. (pág 181)
Disseram que o amor era uma doença. Disseram que ele acabaria nos matando. Pela primeira vez percebo que isso também pode ser mentira. (pág 222)
[...]Tenho apenas dezessete anos e já sei algo que ela não sabe: sei que a vida não é vida se você apenas passar batido por ela. Sei que o propósito- o único propósito- é encontrar o que importa e se ater a isso, lutar por isso e se recusar a soltá-lo. (pág 299)
Eu amo você. Lembre-se. Eles não podem tirar isso de nós. (pág 342)
ASS: Amiga 1


